sábado, 19 de abril de 2014

Querida Londres


Minha querida Londres... Venho mais uma vez te escrever, sem saber se haverá uma resposta. Tento, insisto, repito, mas não desisto. Sei que um dia você vai me responder. E se não responder, eu não vejo problema nenhum, pois terei a oportunidade de falar com você pessoalmente. Conto com os dias que isso vá acontecer, pois, por mais que eu ame meu Rio de Janeiro e curta esse sol, sinto falta do seu frio que eu nunca nem senti!! E amar você tem sido assim a vida inteira. Então, eu me pergunto; até quando vou suportar esse amor? Até quando eu vou suportar essa distância que me mata? E eu morro, renasço das minhas cinzas, e me fortifico a te amar, cada dia mais. Mas eu sei que isso não vai ser pra sempre. Esse martírio, sabe. Essas noites incontáveis de lágrimas silenciosas, querendo resposta para um sonho que se demora a realizar. Mas eu não desisto. Ao invés disso, te trago cada dia mais para o meu dia-a-dia, para que essa dor pelo menos seja disfarçada. 
E se eu fosse pedir alguma coisa? Pediria que eu tivesse aí contigo. Curtindo esse frio de inverno, dentro de casacos grossos e chás quentes. Pediria sua música, sua gente, sua Cultura e toda a beleza que você tem, sem fazer esforço nenhum. Essa beleza nobre, bela, real... E você sabe que eu poderia me prolongar o resto da minha vida aqui, até porque, você tem a prova disso das outras cartas que eu escrevi... E para não tomar mais o seu tempo, eu me despeço por aqui, te desejando todos os meus sonhos, e toda a fé, e toda a esperança, e tudo o que há em mim. Porque de todos os lugares, eu quis amar você. Mesmo sem entender...

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