Minha querida Londres... Venho mais uma vez te escrever, sem saber se haverá uma resposta. Tento, insisto, repito, mas não desisto. Sei que um dia você vai me responder. E se não responder, eu não vejo problema nenhum, pois terei a oportunidade de falar com você pessoalmente. Conto com os dias que isso vá acontecer, pois, por mais que eu ame meu Rio de Janeiro e curta esse sol, sinto falta do seu frio que eu nunca nem senti!! E amar você tem sido assim a vida inteira. Então, eu me pergunto; até quando vou suportar esse amor? Até quando eu vou suportar essa distância que me mata? E eu morro, renasço das minhas cinzas, e me fortifico a te amar, cada dia mais. Mas eu sei que isso não vai ser pra sempre. Esse martírio, sabe. Essas noites incontáveis de lágrimas silenciosas, querendo resposta para um sonho que se demora a realizar. Mas eu não desisto. Ao invés disso, te trago cada dia mais para o meu dia-a-dia, para que essa dor pelo menos seja disfarçada.
E se eu fosse pedir alguma coisa? Pediria que eu tivesse aí contigo. Curtindo esse frio de inverno, dentro de casacos grossos e chás quentes. Pediria sua música, sua gente, sua Cultura e toda a beleza que você tem, sem fazer esforço nenhum. Essa beleza nobre, bela, real... E você sabe que eu poderia me prolongar o resto da minha vida aqui, até porque, você tem a prova disso das outras cartas que eu escrevi... E para não tomar mais o seu tempo, eu me despeço por aqui, te desejando todos os meus sonhos, e toda a fé, e toda a esperança, e tudo o que há em mim. Porque de todos os lugares, eu quis amar você. Mesmo sem entender...

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